http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI212480-15223,00.html
21 fevereiro 2011
Homofobia e escola
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20 janeiro 2011
Dica Cultural
18 julho 2010
Chimamanda Adichie: O perigo de uma única história - Parte 1
Lei 10.639/03 e Lei 11.645/08 (02)
Lei 10.639 e Lei 11.645/08
O advento das leis 10.639/03 e 11.645/08 trouxe consigo a possibilidade de reparo a uma defasagem muito grande no que se refere à valorização do papel do negro e do indígena na construção da identidade do povo brasileiro. Por anos, o papel associado às populações africanas nos conteúdos escolares ligados a história do Brasil apenas os mencionavam na condição de escravos, sem valorizar a cultura trazida por estes povos e toda a influência que ela teve na construção da identidade cultural brasileira, enquanto que os indígenas parecem desaparecer das paginas da história depois da chegada dos europeus a América.
Outros povos, no entanto, sempre tiveram lugar destacado nos estudos voltados a identificar as origens de nossa cultura. Nunca foi negado a portugueses, italianos, alemães, entre outros, sua importância como culturas originárias desta grande miscigenação étnico-cultural que forma o Brasil. No entanto, a identidade indígena e africana sempre foram, ao longo de nossa história, consideradas como inferiores pela elite nacional, sendo sempre marginalizadas ou até mesmo repudiadas.
Foi somente através de um grande histórico de lutas e reivindicações que estes grupos sociais conseguiram sair da invisibilidade e ter sua memória recuperada e respeitada. A organização, principalmente do movimento negro, foi fundamental para que direitos destas populações fossem assegurados através de ações afirmativas, como, por exemplo, a política de cotas nas universidades federais. Naturalmente esta é uma luta que ainda da seus primeiros passos, mesma que o histórico de organização destes grupos já seja bem extenso, ainda a muito que mudar em nossa sociedade em relação às condições de acesso a emprego, educação, saúde e dignidade entre os diferentes grupos étnicos.
A luta dos negros em nosso país por melhoria em suas condições de vida teve como bandeira histórica o acesso a educação, conforme Sales Augusto dos Santos:
A valorização da educação formal foi uma das várias técnicas sociais empregadas pelos negros para ascender de status. Houve uma propensão dos negros em valorizar a escola e a aprendizagem escolar como um "bem supremo" e uma espécie de "abre-te sésamo" da sociedade moderna. A escola passou a ser definida socialmente pelos negros como um veículo de ascensão social (...).[1]
Para dar continuidade a estes avanços, são necessários os esforços de vários seguimentos da sociedade. Em primeiro lugar o governo deve dar subsídios para a real implantação da lei, financiando a produção de materiais didáticos que estejam de acordo com a proposta da lei, incentivando cursos de capacitação de professores para poderem trabalhar com a temática e também exercendo seu papel de fiscalizador, exigindo que se cumpra a proposta. Aos professores talvez caiba o desafio maior, compensar formações que em muitos casos não tiveram a preocupação de trabalhar essas temáticas, e procurar se qualificar e se adaptar para estar integrado a proposta de ensinar os conteúdos de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.
O primeiro passo já foi dado, já está vigorando uma lei que regulamenta e exige essa reparação histórica na forma como nos relacionamos com nossos antepassados africanos e indígenas. Cabe a nós, professores e sociedade civil, trabalharmos para tornar efetiva a implantação desta lei, e talvez com isso ajudar a romper com os preconceitos e desigualdades que ainda persistem em nossa sociedade.
[1] SANTOS, Sales Augusto dos. Educação Anti-racista: caminhos abertos pela Lei 10.639/03 – Acesso em 18/07/2010. Disponível em http://moodleinstitucional.ufrgs.br/file.php/9360/marcia/TEXTO_SALES_PARA_TOPICO2.pdf
22 junho 2010
Postagens
Para marcar esse recomeço, postei um texto do professor Luis Augusto Fisher (docente no curso de letras da UFRGS) que li na Zero Hora e que achei muito interessante, o texto trata da complicada relação entre professores e alunos na atualidade, essa reflexão advem do assalto realizado por um aluno a uma professora em uma escola de Porto Alegre. Não concordo com tudo o que o professor Fisher escreveu, mas que as queixas dos professores em relação ao comportamente dos alunos têm aumentado bastante, me parece bastante evidente.
Também não concordo que as inovações no campo pedagógico sejam todas más, muita coisa melhorou e se certas teorias parecem funcionar muito melhor no discurso do que na prática é porque talvez muitos professores confundam essas idéias e acabam por trabalhar um esboço do que de fato certas teorias sugerem.
Tenho medo dos discursos que parecem evocar um passado glorioso na educação, acredito que muito mais do que uma perda de qualidade, na verdade essas dificuldades encontradas são fruto de um processo de inclusão que tem colocado quase que a totalidade das crianças na escola. Essa inclusão é sem duvida nenhuma uma vitória, mas agora é o momento de pensar também na qualificação do ensino, uma qualificação que contemple a realidade das escolas e prepare professores e alunos para as dificuldades da atualidade.
Confira abaixo o texto do Fisher e não deixe de dar a sua opnião.


